Wednesday, December 20, 2006

VIBRATO! Caio.

VIBRATOVibrato são pequenas oscilações de uma nota (a famosa “tremidinha”). Ele é muito usado no canto, tanto lírico como popular, onde cada estilo/gênero vocal/musical têm sua forma própria quanto ao tamanho da oscilação de amplitude e velocidade do vibrato. Ele dá uma sonoridade mais harmônica para notas prolongadas/sustentadas (uma nota pura, “sem efeito vocal”, quando sustentada, torna-se cansativa e costuma soar muito “forçada”). O vibrato é produzido quando da correta colocação da laringe que em estado de relaxamento oscila (conforme a pressão de ar que por ela passa), assim produzindo-o. Há uma necessidade de um certo "apoio" do diafragma para que se controle essa oscilação/vibração de forma uniforme e gradual (Observação: existe uma maneira de se criar um “falso vibrato” apenas pela manipulação do diafragma, porém a ressalva que eu faço aqui é quanto ao “apoio diafragmático”, ou seja, o vibrato será produzido pela oscilação laríngea, você utilizará o diafragma apenas como um “apoio” que ajuda-o a “controlar o vibrato”). O vibrato simples consiste na junção de uma nota e um semi-tom unificados. Para entendermos melhor precisamos aprender a noção de Pitch. PITCH é a habilidade de emitir uma nota como ela é emitida exatamente no piano. Para explicar/exemplificar melhor: os tons/notas são as teclas brancas e os semi-tons são as teclas pretas. Se você estiver cantando uma nota um semi-tom mais agudo então você está cantando o SHARP da nota (ex. de notação: C#, F# e G#); se você estiver cantando uma nota um semi-tom mais grave então você está cantando o FLAT da nota (ex. de notação: Eb e Bb).

continuação...Exercício de Vibrato SimplesRelembrando que o vibrato simples é constituído/formado por uma nota e seu semi-tom SHARP (#). Para começar o exercício, com a vogal A emita uma nota nem muito grave nem muito aguda, que lhe seja confortável. Na seqüência, emita o SHARP dessa nota (meio-tom acima). Vá oscilando entre a primeira e a segunda nota (por ex.: C e C# - A, Ah, A, Ah...) e vá aumentando a velocidade dessa oscilação até que os dois sons se tornem um só. Coloque suas mãos sobre sua barriga e sinta uma leve e rápida vibração do diafragma (perceba que todo o seu corpo vibra, inclusive a testa). Sentiu essa “vibração geral” ? Se você sentiu está fazendo o vibrato simples corretamente. Preste atenção: não pode haver tensão na região da garganta (ela tem que estar relaxada) e não é necessário vibrar a boca nem os lábios.No canto lírico moderno existem “tipos de vibrato” mais complexos que funcionam com o mesmo mecanismo básico, porém são feitos com dois semi-tons e uma nota (ex.: Bb, C e C#) e/ou são ressonados fortemente na região torácica frontal (o que dá um aspecto mais “fechado”) e/ou são obtidos através de uma vibração labial coordenada (que faz com que ele fique um pouco mais rápido). Para ouvir esses três tipos de “vibrato lírico” (não que o vibrato simples não seja usado no canto lírico, aliás, ele é o mais usado) sugiro que você procure e ouça uma gravação da Soprano Coloratura Dramático Joan Sutherland da ária “Caro Nome” da ópera Rigoletto de Verdi (gravação de 1960): no final da ária é feita uma seqüência com os três tipos de vibrato. Esta é uma das melhores gravações que eu já ouvi dessa ária (na minha opinião, Sutherland é a maior cantora de todos os tempos no quesito técnica vocal).

1 comment:

Leticia said...

consigo usar o vibrato, mas gostaria de ter um pouco mais de controle sobre ele e fazer ele um pouco mais rápido em alguns momentos… o que preciso fazer?